Recomendados - Nacionais

Recomendar um filme nacional é uma tarefa das mais penosas. É muita estereotipagem junta.
Muita gente costuma malhar os filmes hollywoodianos, mas pelo menos compõem uma vasta lista abordando vários temas. Mesmo que sempre sejam encerrados com aquele triunfo paspalhão do politicamente correto, eles arriscam no tema. E o que resta ao Braseiro?
Sobra aquela velha receita da violência urbana no Rio e São Paulo. Aqueles romantismos nojentos (urgh!) de novelas das oito da noite. Aqueles mesmos sotaques de sempre, aquelas caras manufaturadas de sempre. É o que resta.
Não mudam, não extrapolam, não arriscam. Quem tenta compreender o que é feito não consegue suportar.
Não tem nada a ver com dinheiro, com baixo investimento, etc, etc. É simplesmente uma questão de história. Eles estão decididos a empanturrar a TClasseDominante com o costumeiro de sempre, maquiando as velhas temáticas. O que não aceitam é que filmes, assim como músicas, são apreciados por gente de várias classes e não só pela dominante.

A dramatização não está nas histórias, está depois que acaba o filme→ é o drama de quem assiste.
Aquilo que chamam de Cinema Nacional ainda não descobriu a fantasia. Eles ainda não fizeram uma excursão no Terror e na Ficção Científica.
Só pra citar alguns famigerados, parece que essa gente desconhece as histórias de Dracula, Frankenstein, Cemitério Maldito, Tubarão e A noite dos mortos-vivos. Parece que ainda não assistiram I.A., nem 2001, uma odisséia no espaço, nem Laranja Mecânica.
Se filmes assim já viraram trivialidade em Hollywood, no Braseiro sequer entraram na lista (com exceção talvez de curtas experimentais e daquilo que rotulam como Trash).
Como dito, nada a ver com orçamentos milionários. Apenas a maldita história. Apenas a implementação dum roteiro cujo tema está fora do catálogo vigente, dos temas impostos pela TClasseDominante.

A tendência não parece ser essa.
Parece que a ideia é cultivar Cinema e TV no mesmo esgoto.
O chamado filme nacional agora tem a cara e o fedor duma minissérie (Tropa de elite, por exemplo). O sujeito assiste o filme e fica com a sensação que tá assistindo uma dessas porcarias feitas pra TV.
É certo que isso ocorre por causa do sucesso (merecido) no cinema da minissérie O auto da compadecida.

A realidade é que enquanto a TClasseDominante atual permanecer no poder pouco haverá de novidade nesse tipo de indústria.

  • Lúcio Flávio, o passageiro da agonia
  • O auto da compadecida
  • O homem que copiava
  • Tropa de elite





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