EBER odeia páginas sem quadros!

Intersítios sem quadros herdaram a mentalidade dos primeiros criadores de páginas, lá por volta dos fins da década de 1980 e início da de 1990, que era botar tudo num saco (página) pras pessoas sairem catando as referências pra textos. Em tal época devia ser bem comum páginas sem imagens. O primeiro acesso de EBER à Internet foi num terminal Unix em modo texto (que maravilha era aquela desgraça!) de conexão RENPAC lá por volta de 1995. Ele só conhecia o Gopher e a Internet parecia a coisa mais chata do mundo Essa merda só serve pra enviar correios e ler a porra desses diretórios!. EBER sente dizer, mas vários de seus colegas estavam uns 2 anos à sua frente. Enquanto eles pagavam por provedores e falavam algo sobre salas de chats, EBER malhava o Gopher (o que esses malditos vêem nessa Internet?). EBER só foi descobrir que Internet não era brinquedo de pesquisador em 1997 e só então compreendeu o que era de fato os malditos chats... E desde então o mundo O contraria com intersítios sem quadros!

Além da estupidez, não há justificação alguma pra se evitar o uso de quadros. O intersítio fica quadrado? Tudo é quadrado duma forma ou de outra. Mais espaço? Oras, sensação de espaço quem dá é a barra de rolagem, seus montes de cagalhões! O que é a área de navegação dum navegador, hein?
Basta ser criativo na distribuição do que deve e daquilo que não deve ser rolado. O internauta não quer que tudo seja rolado a cada navegação (pra quê?). Tanto é verdade que ao se abrir uma nova página, eles fazem voltar ao topo e toda ela é despejada novamente na cara do sujeito. Em conexões discadas em horário de pico vê-se claramente essa maravilha ocorrer gradativamente. A ideia dos quadros é criar compartimentos e organização. Tudo aquilo que não se conseguir olhar rapidamente deve ser escondido duma forma a ser recuperado rapida e facilmente. O que seria dos programas se fossem distribuídos como em páginas! O que seria da barra de tarefas/ferramentas dos navegadores subindo e descendo em cada rolagem!
Intersítios não deveriam ser sacos de imagens e textos.

Qualquer justificação pra evitar quadros esbarra na questão de projeto mal feito do intersítio. Há muito que ninguém mais faz um grande sem utilizar páginas dinâmicas. Basta pensar um pouco que tudo se resolve (e pra melhor!).

Geralmente os portais e os grandes intersítios propositadamente fazem aquela penteadeira de puta deles pra efeito psicológico, pros leitores sentir a grandiosidade da coisa, pra se perderem lá dentro.

E outra coisa pior→ a subserviência.
O pessoal de USA diz O Sol é quadrado. No Braseiro o pessoal responderá logo em seguida em coro É verdade, o Sol é quadrado.
Cinco anos depois as mesmas pessoas de USA vêm na perversa Mídiya e dizem Descobrimos que o Sol é triangular.
O que o pessoal do Braseiro vai dizer? Sim Atenção, atenção! O pessoal de USA fez uma grande descoberta, o Sol é triangular. É mesmo! É mesmo!.
EBER não.
EBER não se sente bem no papel de maria-vai-com-as-outras.

Em 1998 EBER lançou um dos primeiros intersítios de programação em Delphi no Braseiro, nessa época não havia nem meia dúzia (que se limitavam a oferecer tutorias e componentes alheios) e certamente Ele o fez com quadros! Naquela época EBER achava que era estupidez dos cagalhões se recusarem ao seu uso... E agora, quase dez anos após, Ele tem certeza absoluta.




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