Virtualizando
A amplitude do uso da virtualização é muito grande.
Dizem que é uma tecnologia antiga, usada desdo tempo do grande porte.
Pelo menos na atualidade seu uso está em franca ascensão.
E por qual razão?
Muito simples→ praticidade.
Talvez essa moda tenha sido impulsionada pelo desejo de se usar Linux num ambiente Windows e vice-versa.
Sem o uso de máquinas virtuais o sujeito teria de usar dual boot, que na prática não é nada prático.
Pro programador as máquinas virtuais são na realidade máquinas vitais.
Um aplicativo robusto é acima de tudo um programa que se comporta bem em vários ambientes operacionais.
E a virtualização acaba sendo a maneira mais prática pra se fazer isso (através de testes/adaptações nos diversos ambientes).
Um bom consultor em computação é um macaco em processo diário de aprendizagem.
O sujeito só vai conseguir se separar da multidão se tiver o conhecimento solicitado no momento em que ocorre essa requisição.
Se tiver que estudar uma determinada tecnologia pra só então responder à consultoria, o barco já passou.
Pra se ter as respostas na ponta da língua é necessário ter um espírito investigativo, gostar de aprender as novidades que estão surgindo a todo momento.
Até nisso a virtualização é útil.
Ficar baixando e instalando tudo quanto é porcaria na máquina hospedeira só faz inchar o sistema operacional.
Zoneia-se com tudo, a máquina hospedeira fica lenta...
E pior, os aplicativos que se quer conhecer simplesmente não rodam no ambiente hospedeiro.
Aí o sujeito vai ter de criar uma partição, instalar o sistema operacional segundo o ambiente requerido, fazer um novo boot, etc, etc, etc.
Como se vê, já é cansativo até imaginar a situação.
Não se avança, como diz o outro.
Com máquinas virtuais não.
Isso tudo pode ser feito como na instalação dum aplicativo qualquer.
Enquanto a máquina virtual está sendo instalada/configurada o sujeito pode continuar realizando outras tarefas na máquina hospedeira.
Se não gostou dos resultados, é simples→ detona a máquina virtual.
Mas a máquina hospedeira continuará imaculada.
É tudo muito prático.
A aprendizagem de novas tecnologias acaba sendo feita com menos aborrecimento.
Uso comercial/corporativo
Pelo menos pro ambiente web, a virtualização no mundo corporativo começa a ser levada a sério.
Afinal servidores são caros, têm muitos por aí que custam centenas de milhares de reais.
Um cenário corporativo bem típico é ter um servidor exclusivo pra desenvolvimento e outro pra produção (ou mesmo vários).
Quase sempre esses servidores são máquinas diferentes e/ou com configurações distintas.
O que ocorre?
Um saco de merda pra quem descobrir.
É zona!
Nada funciona.
O servidor de produção não tem o maldito service pack do caralho-a-quatro que é requerido.
O servidor de produção está com opções regionais diferentes.
O servidor de produção não tem isso, o servidor de produção não tem aquilo...
O servidor de produção é assim, o servidor de desenvolvimento é assado...
Oh, dia! Oh, vida!, como diria a hiena Hardy.
Uma solução seria criar na mesma máquina hospedeira duas virtuais→ uma pra produção e outra pra desenvolvimento.
Ou, dependendo da potência da hospedeira, várias virtuais.
Fica mais fácil pra acertar as configurações das máquinas.
Basta abri-las em janelas lado a lado.
Contra ataques.
A máquina hospedeira poderia abrigar duas virtuais de produção idênticas.
Uma máquina virtual exposta ao público e outra de cópia estaria desligada.
Se a ligada fosse invadida e detonada, ela seria retirada do ar e substituída pela cópia.
Tudo feito em poucos minutos.
Ainda com a vantagem pra analisar a máquina invadida (até mesmo mantê-la como prova) sem retirar a aplicação do ar por muito tempo.
É óbvio que isso poderia ser feito em máquinas fisicamente separadas.
O único diferencial seria a economia.
Blá, blá, blá! Mas o que são máquinas virtuais?
Máquinas virtuais são emulações de máquinas físicas dentro dum sistema operacional.
Memória, discos rígidos, acionadores de discos, teclado, placas de rede, etc, tudo é isolado da máquina física (hospedeira).
A máquina virtual age como qualquer máquina física agiria.
É necessário formatar o disco rígido (virtual) e instalar um sistema operacional.
Porém nada disso afeta a máquina hospedeira.
Tudo é empacotado em poucos arquivos (geralmente em dois→ um com a configuração e outro pra armazenar os dados).
Se apagar esses arquivos, está se apagando a máquina virtual.
Uma máquina virtual é rodada num emulador.
Há três emuladores gratuitos muito bons→ Virtual PC, VMWare e VirtualBox.
Pra rodar versões do Windows o Virtual PC é de longe muito melhor.
O VMWare é muito usado em Linux ou pra rodar Linux no Windows.
Criando uma máquina virtual no Virtual PC
A imagem abaixo mostra o Virtual PC com 3 máquinas virtuais.
Os nomes das máquinas são escolhidos pelo próprio usuário.
Pra criar uma outra máquina virtual clicar em New.
Vai ser mostrada uma série de telas.
Na maioria basta clicar em Next.
Criando uma nova máquina virtual.
Nomeando.
Escolhendo o sistema operacional.
Quantidade de memória a ser usada pela máquina virtual.
Novo disco rígido virtual.
Quantidade máxima de octetos do disco virtual.
Pronto, foi criada a nova máquina virtual.
Clicar em Start pra dar o boot nela.
Clicar em Action/Use Physical Drive....
Nesse exemplo a instalação do sistema operacional é feita com CD.
Deve-se clicar no menu Action/Reset pra reiniciar a máquina virtual.
A seguir aparecerá a tela abaixo.
Confirmar, clicando em Reset.
Após isso a máquina virtual fará o boot pelo CD/DVD.
Iniciando a instalação do XP.
Deve-se instalar o sistema exatamente como se faz numa máquina física.
A criação de partições e a formatação NTFS (ou FAT) serão feitas totalmente no disco virtual.
Ou seja, algo totalmente isolado do disco rígido da máquina física (hospedeira).
A máquina virtual rodando o XP.
Os dois arquivos da máquina virtual.
VMC → arquivo de configuração da máquina virtual e VHD → arquivo do disco rígido virtual.
Pra completar, deve-se clicar no menu Action/Install or Update Virtual Machine Additions e seguir a telas que serão apresentadas.
Será então habilitado os recursos adicionais→ copiar arquivos entre máquinas virtuais e a máquina hospedeira, área de transferência comum entre as máquinas, ponteiro comum entre as máquinas.
Se os recursos adicionais Virtual Machine Additions não forem instalados, pra sair da máquina virtual será necessário apertar o ALT direito e arrastar o ponteiro pra fora da janela.
O ALT direito é chamado de host key.

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