Qual a diferença entre voltagem e amperagem?

Um dínamo é usado pra gerar corrente elétrica. Ou seja, um dínamo é usado pra movimentar os elétrons dum ponto pra outro. E donde provém esses elétrons?
Os elétrons se encontram no fio condutor. E como dito, os elétrons livres são aqueles que mais facilmente entram em movimento.
Se tentar usar um fio de borracha como condutor as coisas não funcionarão bem. E por quê? Oras, a borracha contém poucos elétrons livres em seus átomos (o mesmo vale pra porcelana).

Dois dados importantes→

I) Alguém que movimenta;
II) Alguém que é movimentado.

Quem movimenta são os geradores (dínamos, baterias, etc). Quem é movimentado são os elétrons livres (que estão nos fios de cobre, ouro, etc).

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Voltagem indica a força utilizada pra movimentar os elétrons. E amperagem indica a quantidade de elétrons que sai dum ponto pra outro.
Em outras palavras, voltagem é a indicação de força de movimentação e amperagem é a indicação de elétrons livres que foram movimentados sob uma determinada voltagem.



Quando os elétrons livres saem dum ponto eles se acabam ao atingirem o destino?

Não. Por quê?
Pro dínamo movimentar os elétrons livres, o que ele faz é criar uma tensão magnética entre dois pólos. Onde estão esses dois pólos? Como dito, um dínamo é constituído duma bobina e dum ímã. Numa bobina há sempre dois pólos.
Quando se gira um ímã próximo (mas sem encostar) a uma bobina, o campo magnético dele faz atrair e repelir os elétrons livres ora dum pólo, ora de outro.

Dois dados importantes→

I) Pólo A, Pólo B da bobina;
II) Lado positivo, lado negativo do ímã.

O internauta deve imaginar a rotação dum ímã próximo a uma bobina.
Quando o lado positivo do ímã se aproxima do pólo A, os elétrons são repelidos desse pólo em direção ao pólo B.
Continuando a girar o ímã, o internauta deve convir que os elétrons agora estão se acumulando no pólo B, afinal eles foram repelidos do pólo A. Então, quando o lado positivo do ímã finalmente se aproximar do pólo B, os elétrons livres de lá serão repelidos pro pólo A. E assim prossegue o fluxo de elétrons livres enquanto o ímã permanecer girando (ora indo do pólo A pro pólo B, ora indo do pólo B pro pólo A) sem jamais se acabarem.
Essa alternância de direção do fluxo de elétrons livres é conhecida como corrente alternada.
É por inexistir um ímã girando próximo a bobina que as pilhas/baterias geram apenas corrente contínua.

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Os elétrons na corrente elétrica não se acabam, eles apenas passam no fio condutor dum pólo pra outro enquanto houver tensão aplicada entre dois pólos distintos ao longo de sua extensão.
O que pode ocorrer é uma transformação. Se um fio for muito fino pra determinada voltagem, ele provavelmente vai derreter. Do contrário, os elétrons livres ficam apenas passeando no fio!



Como não se leva choque ao se tocar apenas num pólo de tomada? Afinal a corrente elétrica não está saindo da usina?

Sim, ela sai da usina. Não se leva choque num pólo de tomada porque o eletricista fez várias ramificações dos dois fios que saem do padrão/relógio.

O internauta deve imaginar uma tomada em sua residência. Ela tem pelo menos dois buracos. Eles representam quem? Oras, representam o pólo A e o pólo B da bobina.
Que bobina? Minha casa não tem bobina coisa nenhuma!, diz o internauta.
O internauta deve se lembrar do dínamo da usina hidrelétrica lá em Tucuruí, lá em Itaipu, lá sabe-se onde. Longe não? Sim. Longe, mas é de lá que provém a tensão. Quando se enfia o cabo dum aparelho elétrico numa tomada residencial o que se está fazendo é fechar o circuito pra passagem da corrente elétrica entre 2 pólos do gerador da usina.
Apesar da tensão doméstica ser bem reduzida (em relação à usina), 110 volts ou 220 volts, a tensão na usina é bem grande. Na usina a tensão é de milhares de volts. Ela chega reduzida nas residências por causa dos transformadores.
Em Brasília, por exemplo, a tensão chega na subestação principal em cerca de 138 mil volts (independentemente de qual for a usina) e depois transformada pra ser distribuída nos postes em cerca de 13 mil volts (naqueles 3 fios de cima dos postes) e mais uma vez transformada (por aqueles transformadores que ficam pendurados nos postes) em 220 volts pra ser utilizada nas residências.

Sim, a corrente elétrica sai diretamente do gerador da usina até a residência.
Tanto é verdade que ela chega a ser visível em arcos voltaicos nas chaves seccionadoras. Nas subestações de energia elétrica existem máquinas chamadas seccionadoras. Elas servem pra ligar linhas de transmissão. Essas linhas são parecidas com linhas ferroviárias. Os trilhos podem ser ajustados pra levar os trens a várias direções apenas fazendo alguns chaveamentos. O mesmo é feito nas linhas com a corrente elétrica.
O arco voltaico ocorre quando uma seccionadora é aberta. A corrente elétrica está passando pela seccionadora e de repente a chave é aberta. O que ocorre? A tensão entre os pólos é tão grande (milhares de volts) que a corrente elétrica por alguns segundos ainda insiste em passar mas não encontra meio condutivo. O que ela faz? Ela usa o ar como condutor e o que se vê é um raio mortal pairando no ar por alguns segundos. Aquilo são elétrons livres se movimentando nos átomos que compoem ar atmosférico.
Arco voltaico não ocorre no vácuo. Costuma-se dizer que o único isolante existente é o vácuo, nada além.
Os arcos voltaicos podem ocorrer em interruptores de subestações e causar explosões.
Diminutos arcos voltaicos também ocorrem em interruptores residenciais de vez em quando. São aquelas faíscas instantâneas que se vê ao apagar uma luz. Nesse caso só causam estrago se tiver um bujão vazando gás por toda a cozinha!



Mas o que sai da usina é corrente ou tensão?

A tensão é gerada pelo ímã ao rotacionar dentro da bobina do gerador da usina.
Essa tensão do dínamo faz gerar a corrente elétrica.
A corrente elétrica trafega da usina até a tomada da residência.
Os elétrons se agrupam ora no pólo A, ora no outro pólo B (corrente alternada) da tomada.
Se fechar o circuito com um eletrodoméstico a corrente flue pra dentro do aparelho. Do contrário forma-se uma tensão nos buracos da tomada (afinal os elétrons estão ora se agrupando num pólo, ora no outro).

Em resumo, o que sai da usina é sempre corrente elétrica. Forma-se tensão nas tomadas abertas (sem nada plugado) porque os elétrons não estão fluindo diretamente. Eles estão se agrupando de tempos em tempos (curtíssimos intervalos) ora num pólo, ora no outro. Mas tensão mesmo só no gerador.
O certo seria chamar Tensão de Gerador e Tensão de Condutor, assim ficaria claro pra diferenciar a tensão provocada pelo gerador (aquela que inicia todo o processo) e a tensão que os elétrons vão provocando nos pólos do condutor à medida que este é segmentado em tomadas.

Pra entender bem a Tensão do Condutor deve-se imaginar a corrente elétrica fluindo em câmara lenta. O rotor começou a girar, 10 elétrons partiram do pólo A da bobina. Os 3 primeiros chegaram no pólo A da tomada duma residência depois dum tempo T. O pólo B da bobina e o pólo B da tomada da residência não tem nenhum elétron.
Bem, aí já ocorreu uma tensão, ou seja, uma diferença de potencial, afinal a briga de cabo de força está 3 x 0.
Depois de S tempo todos os 10 elétrons já estão no pólo A da tomada da residência, o campeonato agora é de 10 x 0.
O pólo A agora é aclamado pela torcida como Pólo Positivo e o pólo B é vaiado como Pólo Negativo.
O ímã começou a puxar os elétrons pro pólo B (lembre-se de que o ímã está girando). Depois de T tempo 3 elétrons chegam no pólo B, mas o pólo A ainda é positivo pois tem 7 elétrons.
Depois de S tempo todos os elétrons chegam no pólo B. Agora o pólo B tem 10 elétrons (será aclamado como Pólo Positivo) e o pólo A sofreu a derrota total e é vaiado como Pólo Negativo.
E assim vai, e assim prossegue o ciclo enquanto o ímã (rotor) permanecer girando dentro da bobina (estator) do gerador da usina.



http://www.magnet.fsu.edu/education/tutorials/java/currentflow/index.html



     

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